Com um super carregador ligado ao isqueiro do carro, prossigo feliz a trabalhar com o meu portátil ligado enquanto o motorista está a furar as intermináveis bichas do transito angolano.
Desde há umas 3 semanas que não tenho tempo para nada. E é no transito que escrevo e me distraio a ver as páginas e e-mails dos amigos (e agora a actualizar este blog)
Queria ter escrito um monte de coisas que aconteceram nos ultimos dias, mas sinceramente, esqueci o que eu queria publicar. Quando penso em escrever, chega uma factura, um telefonema, um chamado. Não é a reclamar que falo. Eu adoro não ter tempo para nada também. Assim as horas e dias passam mais rápido e as nossas metas, IDEM.
Mas não posso esquecer e deixar para lá a minha ida ao Dubai. Na minha primeira viagem ás Arábias, fui também pela primeira vez abstémia num calor de 46 graus á sombra. Calor de rachar. Seco, desértico. A pele fica no ponto do "Maracujá".
Tudo por lá é grande, lindo, limpo e luxuoso. Imponente é a palavra certa para denominar o Dubai. Só que tanta grandeza trás um lado meio frio também... É tão grande, liMpo e lindo que falta a vida. Aquela agitação de uma vida nocturna, mulheres e homens bonitos a passearem e aproveitarem a brisa fresca (que fresca que nada. Quente mesmo). Mas não se pode ter tudo.
O que vi de mais forte por lá foi mesmo o comércio (o propósito de minha viagem). Compras, consumo, gadjets, marcas suuper de luxo, montras de babar e claro, muitos muambeiros de todo lugar do mundo. Tinha gente a comprar desde tapetes até carros para vender em outras partes do mundo. Uma loucura. Tudo fica aberto até à meia noite e as oito da manhã estão no sol à pino com suas portas abertas.
Só tem um pequeno detalhe: Do meio-dia até umas 4 da tarde, esqueçam. Tudo fecha para que as mesquitas recebam seus fiéis e o alcorão seja dignamente rezado. Até nos shoppings, bombas de combustivel e supermercados existem as "salas de oração". O cliente comodamente pode rezar no local que estiver, caso seja distante de uma mesquita!!!
Fora as mulheres de burca, as rezas diárias, o calor, e a pouca bebida alcoólica existente no Dubai, eu não me incomodaria nada voltar por lá. Ver que apesar desta globalização maldita ainda existem diferenças, é muito bom.





